
Com acredito já ter comentado em algum lugar por aqui, eu finalmente compreendi que quero mesmo é trabalhar na expansão da consciência da humanidade. Como?
Pois é, quero explorar essas possibilidades...
Quero inspirar as pessoas a serem mais felizes, ou melhor, a darem valor ao que realmente importa nessa vida, nós mesmos... Isso não é ser egoísta, é simplesmente que quando vc coloca suas expectativas nos outros, ou nas coisas/circunstâncias, você não será efetivamente feliz.
Mas quando você finalmente olha para você, e decide ser feliz, antes de tudo, aí sim você começa a ver o mundo de uma otra forma, aí você começa a perceber que é preciso tratar os outros com respeito, vc percebe então que você mora nesse planeta e portanto é importante preservá-lo, comendo alimentos orgânicos, diminuindo o seu lixo, vc se dá valor e vc dá valor ao próximo. Ou seja, entender que a felicidade reside em você mesmo, é a chave de tudo! É a partir daí que uma mudança vai começar a ser desencadeada em todas as suas ações e pensamentos... É muito legal.
Então, tendo eu essa percepção, eu sei que é importante ensinar certos valores, conceitos, ou sei lá que nome dar a isso, mais profundos às crianças nas escolas, ao menos a algumas. Já existem escolas que fazem esse tipo de trabalho... Além de lidar com crianças, eu me vejo lidando com os adultos também, aliás, eu me vejo super engajada nesse projeto de vida... Portanto, andei pensando aqui em como devo "iniciar" (apesar de que desde que nasci isso já se iniciou) essa jornada.
Eu moro longe do amor da minha vida, essa pessoa maravilhosa que não poderia ser outra, entrarei nesse assunto rapidamente, apenas para ilustrar o contexto da minha vida agora.
Eu tive que atravessar meio mundo para encontrar esse homem maravilhoso que está comigo hoje (mesmo que com um oceano de distância física), mas sinceramente, eu não me importo com a distância, ele é tão maravilhoso, a gente é tão similar em essência (mas diferente em vários aspectos que só nos completa), que qualquer distância vale a pena... Que terminar por causa da distância simplesmente é uma possibilidade inexistente, aliás, não consigo visualizar a gente terminando...Esse é o homem com quem quero passar a minha vida, ter filhos (se for o caso) trabalhar, aprender, enfim...muitas coisas...
Mas é verdade que em certos momentos me bate aquele desespero, aquela dúvida, nunca com relação a nós dois, mas com relação ao "destino". E se a gente não conseguir morar juntos? E se eu não conseguir dinheiro o suficiente para me manter na Suíça? (ele é bem claro no que diz respeito a sermos independentes financeiramente, eu concordo com isso, apesar de sentir medo às vezes...) Como é que eu vou conseguir estudar em uma daquelas super universidades Suíças?? Será que vou passar? Como vou conseguir trabalhar lá?
Todas essas questões que dizem respeito ao meu próprio potencial me dão medo, eu vejo pessoas que conseguem, e temo que eu não possa. Mas de qualquer forma, alguma coisa me diz que para eu ter encontrado essa pessoa tão maravilhosa, e que par eu ter gostando também tanto da Suíça (foi o primeiro país que visitei, e foi o que mais amei!! eu escrevi no meu caderno de viagem algo como "Eu entre nesse país e me casei (...) tudo aqui é maravilho, as pessoas se respeitam, elas parecem possuir um sentimento de comunidade (...)" (e eu escrevi isso antes mesmo de imaginar que iria namorar o Chris, que é suíço...
Sei que minha intuição funciona muito bem, comecei a acreditar nela depois dessa super viagem, e depois de ter encontrado esse homem maravilhoso.
Mas então, o que será que me espera?
Eu sinto que nada pode me segurar de fazer esse trabalho com a humanidade (não sei se é pretensão dizer "humanidade", mas não importa, o que for pra ser... vai ser, eu estarei feliz de qualquer forma)... Estou agora na faculdade de hotelaria de novo, resolvi terminar, depois de alguns meses de dúvida se continuaria ou não (aliás, passei uns dois meses convicta de que não voltaria), mas decidi voltar, já sei que não quero seguir carreira na hotelaria... Mas talvez seja um começo... Eu posso começar no Recursos Humanos, isso pode abrir uma porta, e se for mesmo no recursos humanos, teria que ser em treinamento, porque por mais que ache interessante entrevistar pessoas, eu tenho outras coisas mais interessantes para desenvolver...
Esses dias aconteceu algo, acho que como um teste da vida me fazendo questionar a mim mesma, se eu sei ou não o que realmente quero fazer. Eu decidi fazer uns trabalhos free-lancers para ganhar um dinheirinho, em casamentos como recepcionista. Um trabalho super fácil, só exige mesmo que vc seja simpática e que aguente ficar em pé por umas boas horas... Mas então a cerimonialista, ou seja, quem organiza esses eventos de casamento etc, sentou comigo em um canto e comentou que achou o meu currículo muito bom, e que está querendo sair da função e que eu pareço ter o perfil ideal para exercer a função. Eu me senti muito feliz quando ela disse isso, poxa, eu normalmente não dou tanto valor mesmo as minhas habilidades profissionais (mas eu percebo que isso já tá se modificando ultimamente e não foi à toa que atraí essa situação).
Enfim, achei legal e ela deve ganhar bem, mas eu não me vejo exercendo essa função, se for para eu começar em um trabalho fixo, que seja algo que tenha a ver com o que eu quero exercer na minha vida. Ao mesmo que se eu decidiss fazer isso apenas por algum tempo, apenas para juntar dinheiro para ir morar na Suíça, seria anti-ético (porque não iria demorar muito até largar a função) e eu ficaria infeliz fazendo uma coisa que não estivesse diretamente relacionada aos meus princípios e aspirações...
Mas e aí? Será que alguma coisa que tenha a ver comigo, e que me dê um retorno financeiro vai aparecer, ou será que no geral a vida vai conspirar a meu favor (ela sempre o faz, mesmo que eu não perceba a princípio)... Eu quero isso: iniciar essa jornada profissional que esteja claraamente ligada com o que vou desenvolver no futuro, quero em algum momento propício, morar com o homem que eu amo, quero sim a minha independência, é muito chato depender dele, ou esperar que ele me ajude quando eu precisar, mesmo que ele faça isso, eu não quero precisar esperar por isso...
Outra coisa que tem me deixado meio pra baixo são algumas coisas diretamente conectadas com a faculdade. Estou iniciando o projeto final (TCC), e preciso entegrar a primeira parte agora em junho (menos de 3 meses), e a primeira parte dessa primeira parte, será entregue agora em abril. E a gerente geral do resort está enrolando o meu grupo, e sou eu que estou entrando em contato com ela, e não aguento mais mandar e-mail...Poxa, que atitude eu devo tomar aqui? Sei que quero e devo estar feliz antes de tudo, mas como é que eu mudo essa circunstância? Quero fazer esse trabalho!!!! Preciso fazê-lo, não quero repetir essa matéria, e ficar mais tempo ainda na faculdade...além de ter que pagar por ela.... Sei que vcs leitores, que não são muitos, se é que é algum, não tem nada a ver com a minha faculdade, mas eu preciso me expressar aqui...
Antes minha dúvida era: "será que vou encontrar o homem da minha vida?" Agora minha pergunta é: "será que vou poder morar com o homem da minha vida?".
É verdade que eu prefiro muito mais essa última pergunta do que a primeira, porque eu já posso compartilhar momentos ótimos, e aprender e expandir muito! mesmo que de longe... Mas, será? Talvez minha intuição esteja me dizendo que se é isso que eu dou prioridade, então é isso que eu vou ter... claro... da mesmo forma como não é possível eu não desenvolver esse trabalho de expansão de consciência, não faz muito sentido eu não morar com o homem que eu amo...certo?
sei lá...
Um abraço...