
Bom, os dias na casa da minha vó, isto é, no meu retiro espiritual, chegaram ao fim. E o resultado, apesar de ser diferente do que eu achei que seria o ideal, é maravilhoso!
Bom, minha intenção quando fui pra lá, e como comentei já no último post, era de transformar todos os meus medos, angústias, entendê-los todos, e então, quando acabasse de fazer isso, eu estaria livre, e não sentiria mais necessidade de ficar triste ou angustiada com nada, pq "tudo" já estaria resolvido.
Hehe
Acontece que nos últimos dias desse retiro, depois de passar dias ótimos de muito autoconhecimento e crescimento e paz e cura, *alguma coisa* desencadeou uma confusão mental, e eu comecei a ficar triste, nervosa, angustiada. E além do sentimento original de tristeza e ainda sentia algo forte que era a incompreensão. "Como é que eu posso me sentir dessa forma depois de ter entendido perfeitamente como as coisas são, e que eu não preciso ter medo de nada?? COMO?? Por que??"
Pois bem, diversos acontecimentos sincrônicos que desencadearam essa sensação, que na verdade, eu já passei tantas vezes na minha vida. Quantas vezes eu chorei e senti que estava perdendo o meu chão... E vivia me perguntando "mas quando é que esse ciclo de up-and-down (altos e baixos) vai parar? Não aguento mais estar bem em um momento e ver que tudo faz sentido, e em outro, esquecer tudo e me afundar num abismo de escuridão!"
Da mesma forma que sincronicamente essa confusão foi desencadeada no fim do meu retiro, a solução, a compreensão para ela também veio...
Em um momento eu entendi que quando eu sentisse qualquer emoção caracterizada como "negativa" eu devia senti-la, movendo-se no meu corpo, sem julgar. E este "sem jugar" era exatamente o que eu nunca soube fazer, na minha cabeça eu achava que por já entender as razões pelas quais a tal emoção negativa nasceu e entender que não fazia sentido nenhum continuar com essas emoções, eu achava que automaticamente eu já deveria ter superado isso, mas aí a droga da emoção negativa sempre voltada, e eu não compreendia, e julgava, e me estressava ainda mais... Porém eu fui entendendo, através de conversas com uma querida amiga que tb está passando por exatamente esse processo e também através de uma palestra sobre desenvolvimento espiritual, que essas reações emocionais, de tristeza, raiva, etc, estão no nosso inconsciente e que não dá mesmo pra superá-las da noite pro dia, são muitas as "sombras" do nosso ser, muitas escondidas, e as vezes elas decidem aparecer...
Bom, o que eu finalmente compreendi é que eu não preciso mais fugir dessas sombras, entendi que entender que ela não faz sentido não é o mesmo que estar curada. Compreendi porém que mesmo que elas continuem voltando, a consciência e a compreensão espiritual vai certamente me ajudar, e de fato tem sempre me ajudado, a transcender essas sombras (mas não empurrá-las pra debaixo do tapete!). Agora eu não me "autorealizei", como talvez, confesso, estava esperando após terminar esse retiro, mas eu estou incrivelmente mais forte para passar por esses ciclos, por essa escuridão, não há problema em passar pela escuridão, e também não há outra forma de transcender se não assim. O alto e o baixo não são dois, ou melhor, são dois que formam a UNIDADE, The Oness of Life.
Vida, obrigada por esse aprendizado maravilhoso!!
E apenas para completar, a sensação que estou sentindo após ter descoberto isso, é de uma leveza, estou deixando o peso do julgamento e das (auto) expectativas para trás. Agora posso caminhar, e terão sombras no caminho, mas TODAS são bem vindas! pois todas são as que me ajudarão a crescer e a me encontrar.
Aqui, para tomar maior um post que já está enorme, hehe, um texto de OSHO que uma amiga (a que tb está passando por essa descoberta) me enviou ontem, e que tem absolutamente TUDO A VER com tudo isso que acabei de falar.
Obrigada a você também por estar lendo este post.
:)
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Há pessoas que se sentem fortes somente quando não estão vulneráveis, mas essa força éapenas uma fachada, uma camuflagem. E há pessoas que são vulneráveis, mas se sentem fortes.
Aqueles que se sentem fracos quando estão vulneráveis, não podem se sentir vulneráveis por muito tempo: mais cedo ou mais tarde essa fraqueza os deixará com tanto medo que eles se fecharão.
Assim, a abordagem correta é se sentir vulnerável e forte. Então, você poderápermanecer vulnerável, a cada dia sua força crescerá e você ficará corajoso o bastante para se tornar cada vez mais vulnerável.
A pessoa realmente valente está absolutamente aberta — esse é o critério da coragem. Somente o covarde está fechado, e a pessoa forte é tão forte como uma rocha e tão vulnerável como uma rosa. É um paradoxo, e tudo o que é real é paradoxal.
Lembre-se sempre: quando você sente algo paradoxal, não tente torná-lo consistente, porque essa consistência será falsa.
A realidade é sempre paradoxal: por um lado, você se sente vulnerável; por outro, se sente forte — isso significa que um momento da verdade chegou. Por um lado, você sente que nada sabe; por outro, sente que sabe tudo — um momento da verdade chegou.
Por um lado, você sempre sente um aspecto e por outro, o aspecto exatamente oposto. E quando você tem ambos os aspectos juntos, lembre-se sempre de quealgo verdadeiro está muito próximo.
Osho, em "Osho Todos os Dias — 365 Meditações Diárias"
Aqueles que se sentem fracos quando estão vulneráveis, não podem se sentir vulneráveis por muito tempo: mais cedo ou mais tarde essa fraqueza os deixará com tanto medo que eles se fecharão.
Assim, a abordagem correta é se sentir vulnerável e forte. Então, você poderápermanecer vulnerável, a cada dia sua força crescerá e você ficará corajoso o bastante para se tornar cada vez mais vulnerável.
A pessoa realmente valente está absolutamente aberta — esse é o critério da coragem. Somente o covarde está fechado, e a pessoa forte é tão forte como uma rocha e tão vulnerável como uma rosa. É um paradoxo, e tudo o que é real é paradoxal.
Lembre-se sempre: quando você sente algo paradoxal, não tente torná-lo consistente, porque essa consistência será falsa.
A realidade é sempre paradoxal: por um lado, você se sente vulnerável; por outro, se sente forte — isso significa que um momento da verdade chegou. Por um lado, você sente que nada sabe; por outro, sente que sabe tudo — um momento da verdade chegou.
Por um lado, você sempre sente um aspecto e por outro, o aspecto exatamente oposto. E quando você tem ambos os aspectos juntos, lembre-se sempre de quealgo verdadeiro está muito próximo.
Osho, em "Osho Todos os Dias — 365 Meditações Diárias"
Passagem bastante interessante ...
ResponderExcluirGostaria de deixar um texto ... um que assisti num filme chamado "into the wild" .. e q nao lembro seu o autor ...
Com a ajuda da internet encontrei-o. Não sei se está na integra .. mas segue abaixo:
"O presente do mar é o vento forte,e assim nos da chance de sentir-se forte. Agora ainda não sei muito sobre,só sei que é do jeito que é...Também sei quão importante na vida não necessariamente ser forte,mas sentir-se forte,para avaliar-se ao menos uma vez,encontrar-se pelo menos uma vez nas condições de nossos ancestrais,encarando solidão e silêncio sozinho sem ajuda nenhuma apenas com suas mãos e sua mente."
:)